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Sagrada Família: lição de obediência

 

No primeiro domingo depois do Natal a Igreja sempre celebra a solenidade da Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Cada ano apresenta um dos relatos sobre as peripécias que passaram os três no começo da vida humana de Jesus. São textos bíblicos do Novo Testamento carregados não só de revelação teológica, mas, na verdade, trazem consigo profundas lições que nos remetem ao âmago da vida humana, por isso, há muitas lições que podemos dizer que são ligadas à Psicologia e fazem um perfeito casamento com a Teologia. Os Evangelistas foram muitos felizes em guardar estes relatos deixando para a Humanidade uma lição completa que diz respeito aos planos de Deus como também aos desejos mais sinceros e verdadeiros da alma humana.

O relato do Evangelista Lucas no último domingo trouxe o episódio da subida de José e Maria a Jerusalém para as Festas Pascais quando Jesus tinha exatamente doze anos. Diz o texto bíblico que eles sempre cumpriram este preceito religioso e agora Jesus se encontrava no auge da adolescência. Depois da semana inteira para a celebração da Páscoa em que a Sagrada Família permaneceu em Jerusalém eles retomaram a viagem de retorno à aldeia de Nazaré. Caminharam um dia e então perceberam que Jesus não estava nem com os seus demais familiares e parentes e muito menos na caravana. Preocupados, José e Maria voltam à Jerusalém depois de um dia de caminhada. Quando estivemos em Israel em 2011 o guia local nos informou que uma pessoa na época de Jesus conseguia caminhar ao menos 25 km durante um dia. Imaginemos então o que passaram José e Maria tendo que retornar à Jerusalém depois que já tinham percorrido um dia inteiro de caminhada rumo à Nazaré. Diz o Evangelista Lucas que no terceiro dia encontraram o Menino Jesus, adolescente de 12 anos, no Tempo debatendo com os Mestres da Lei (os Escribas), fazendo perguntas e também respondendo às questões que lhe eram colocadas e causando admiração em todos os presentes. O terceiro dia está relacionado com a Ressurreição de Jesus  e diz respeito também ao fato de estar vivo. Por isso, José e Maria também ficaram admirados, mas como toda a Mãe, Maria, revela a Jesus a aflição que viveram e como estavam angustiados a sua procura. Jesus então dá uma resposta enigmática: “Não sabíeis que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?” Depois disso retornaram os três para Nazaré e diz Lucas que Jesus era-lhes obediente e crescia em idade, sabedoria e graça. A grande lição deste texto e que é atualíssima não é só a obediência de Jesus com seus Pais, mas a obediência destes com Deus e seu projeto. Talvez, num primeiro momento eles não entenderam tudo o que significava a expressão de Jesus “ocupar-me com as coisas de meu Pai”, mas de forma intuitiva e incosciente eles perceberam que se tratava dos planos maiores de Deus. É a grande lição para nós hoje, a crise que aí está se deve a desobediência com os valores como a justiça, a honestidade, a lealdade, a transparência, a ética e outros tantos mais. A grande dificuldade hoje não é apenas a desobediência de crianças e adolescentes, mas dos adultos em primeiro lugar. É preciso que os “grandes” aprendam a lição da Família de Nazaré. E no nosso Brasil a lição é para todos nós. Desde a Presidenta até o peão mais humilde que trabalha no rincão mais escondido deste País.

 

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