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Natal: o que é que eu sou?

 

Foi um dos xodós ao longo do ano a música do Pe. Alessandro Campos “O que é que eu sou sem Jesus?” cuja resposta era sempre: “nada, nada, nada” e cuja repercussão popular foi muito grande por tentar fazer uma mescla entre o estilo sertanejo e a religiosidade cristã. Nestas últimas semanas já próximo da grande celebração do Natal ainda fiz referência em algumas homilias que o título-pergunta da música bem que poderia ser outro: o que é que eu sou com Jesus? E aí entramos no espírito do verdadeiro sentido do Natal. O Povo Hebreu esperou ansiosamente pela vinda do Messias, principalmente depois da dura experiência do exílio babilônico, no séc. VI a.C., em que eles passaram 70 anos escravos num país estrangeiro e de costumes totalmente diferentes dos seus, talvez a experiência mais dolorosa foi ficar longe de seu Templo, o que significava estar distante de seu verdadeiro Deus e em meio a manifestações religiosas pagãs pelos cultos às diversas divindades que os babilônios prestavam.

Pois bem, Jesus entra na história humana contrariando todas as expectativas para quem esperava um rei vindo entre trombetas e toda uma pompa que se concebia para o Messias tão aguardado. Entretanto, Jesus vai entrar da forma mais humilde, escondida e sem nenhuma repercussão na sua época, tanto que receberá apenas a visita dos pastores e dos reis magos que ainda tiveram a perspicácia de não voltar a Herodes para revelar onde estava o futuro rei dos judeus. Todas as peripécias que Jesus, na verdade, a Sagrada Família vão passar nos primeiros anos até se instalar definitivamente na aldeia de Nazaré revelam exatamente a total ausência de qualquer traço de poder no verdadeiro Messias que é o Cristo. Mas, Ele é especial: por esta simplicidade, fragilidade, ausência total de luxo, pompa, proteção exagerada e tudo o mais, Jesus revela a sua identidade de Filho de Deus ao assumir a nossa natureza humana. Como dirá a Carta aos Hebreus bem mais tarde “Ele desce abaixo da condição de escravo, esvaziando-se a si mesmo para elevar a Humanidade a Deus”. Jesus ensina com o testemunho de vida o que foi lição desde a sua concepção e nascimento. É despojado de toda riqueza e, por isso, novamente com os textos do Novo Testamento podemos corroborar a lição extremamente atual: Ele não cometeu nenhum pecado, portanto, a corrupção não teve espaço na sua vida e, por isso, dois mil anos depois de sua passagem pela Galiléia a sua presença e os seus ensinamentos continuam mais atuais do que nunca. O cristão sempre pode celebrar o verdadeiro núcleo do Natal: o renascimento de Jesus em seu coração e em sua família. Nestes quase 17 anos em Viamão sempre partilhei este convite nesta época do ano: que seu coração seja uma manjedoura para acolher o Menino-Deus que vem encher-nos de paz e esperança. Que sua família seja o presépio a se unir a Sagrada Família para viver todos os valores verdadeiros ensinados pelo Deus-Menino. O Natal com Jesus não tem preço. O Natal com Jesus é simplesmente tudo, tudo, tudo!

 

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